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Historiador Jair Cardoso lança "Nos Caminhos do Fogo Simbólico..." dia 11 de Junho, na Casa Da Cultura de Saubara.

Fonte: Dep. de Comunicação
24/05/2024 às 15h26

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Historiador e professor Jair Cardoso vai lançar no dia 11 de Junho de 2024, as 15h, na Casa da Cultura em Saubara, o livro “Nos Caminhos do Fogo Simbólico: Uma História da Independência do Brasil na Bahia e ecos de outras Histórias”.

Obra histórica celebra luta do povo baiano pela independência

Em uma abordagem inovadora, uma nova obra histórica resgata os eventos dos difíceis anos de 1822 e 1823, quando o povo baiano lutou contra os portugueses. O livro também aborda a cerimônia do Fogo Simbólico da Independência, tradição que desde 1959 percorre os caminhos de liberdade do Recôncavo da Bahia até Salvador.

Na década de 1820, enquanto o Brasil declarava pacificamente sua independência no Centro-Sul, no Norte-Nordeste, a Bahia enfrentava uma realidade diferente. Seu povo precisou se organizar e pegar em armas para consolidar a separação de Portugal e integrar-se ao território nacional.

Com Salvador ocupada pelas tropas do general português Madeira de Melo, muitos moradores fugiram para vilas e povoados do Recôncavo. Cachoeira, São Félix, Santo Amaro, Maragojipe e outras localidades acolheram os refugiados e juntos se organizaram em um governo baiano livre em Cachoeira, a 116 quilômetros de Salvador.

O livro enfatiza a corajosa participação dessas cidades do Recôncavo nas guerras e celebrações da vitória de 2 de julho de 1823. O leitor encontrará também a rica história dessas comunas, destacando Cachoeira, descrita no século XIX como "a mais rica, populosa e uma das mais agradáveis vilas de todo o Brasil".

Os habitantes do Recôncavo formaram batalhões, cavaram trincheiras e enfrentaram as bem equipadas tropas portuguesas, conseguindo vitórias importantes. Confrontos significativos ocorreram em Salvador, na Batalha de Pirajá, em Cachoeira, Itaparica e na passagem do Funil, todos retratados na obra.

Uma das estratégias mais inteligentes dos revoltosos foi o cerco alimentar terrestre e marítimo a Salvador, que dependia dos produtos do Recôncavo e do Sertão para sua sobrevivência. Esta guerra singular no Brasil oitocentista uniu negros livres e escravizados, indígenas, mulheres, adolescentes, brancos pobres, ricos e mercenários estrangeiros. Em 2 de julho de 1823, as tropas portuguesas, cercadas e sem alimentos, abandonaram Salvador, e a cidade foi libertada por seus próprios habitantes.

Para celebrar a vitória de 2 de julho de 1823, os baianos criaram o Fogo Simbólico. Saindo da Heroica Cidade de Cachoeira, a tocha passa por Saubara, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Candeias e Simões Filho, conduzida por atletas até o Panteão de Pirajá, em Salvador, simbolizando a devolução da chama da liberdade.

Neste ano de celebração do bicentenário das guerras de independência na Bahia, os municípios de Lauro de Freitas, Camaçari, Dias d'Ávila e Mata de São João, que também participaram das lutas, integram o circuito do Fogo Simbólico, iluminando novos caminhos de liberdade e reafirmando a união entre Salvador e o Recôncavo.